quinta-feira, 13 de maio de 2010

Homenagem a Nossa Senhora de Fátima

Ave Maria no morro
Composição: (Herivelto Marins)

Barracão de zinco
Sem telhado, sem pintura
Lá no morro
Barracão é bangalô

Lá não existe
Felicidade de arranha-céu
Pois quem mora lá no morro
Já vive pertinho do céu

Tem alvorada, tem passarada
Alvorecer
Sinfonia de pardais
Anunciando o anoitecer

E o morro inteiro no fim do dia
Reza uma prece ave Maria
E o morro inteiro no fim do dia
Reza uma prece ave Maria

Ave Maria
Ave
E quando o morro escurece
Elevo a Deus uma prece
Ave Maria.

Ritual antecede corte do pau da bandeira

O corte foi de um jatobá com 137 centímetros de
diâmetro e mais de 20 metros de comprimento

A festa do Padroeiro de Barbalha, Santo Antônio, será aberta, oficialmente, no próximo dia 30 de maio

Barbalha. Cortado ontem o pau da bandeira da Festa de Santo Antônio de Barbalha. É um jatobá com 137 centímetros de diâmetro e mais de 20 metros de comprimento. A árvore, considerada mística pelos índios, foi retirada do Sítio Flores, a 10 quilômetros de Barbalha, no sopé da Serra do Araripe, ao lado de duas nascentes de água perene. A festa será aberta oficialmente no dia 30 com o carregamento do pau até a Igreja Matriz, onde ele será erguido com a bandeira de Santo Antônio, padroeiro da cidade.

O corte do pau da bandeira foi antecedido de um ritual. Os cortadores da árvore, tendo a frente o "Capitão do pau", Rildo Teles, foram abençoados pelo padre Renato Simoneto, vigário de Barbalha. Em seguida, o grupo seguiu de caminhão para o local do corte. Antes da derrubada do jatobá, os cortadores, de mãos dadas, rezam um Pai Nosso em torno da árvore. O primeiro corte é dado pelo capitão do pau, que comanda a movimentação dos carregadores.

Tradicionalmente, o corte do pau era feito no domingo, 15 dias antes da abertura da festa. Um Termo de Ajuste de Conduta (TEC), assinado pela Prefeitura e órgãos ambientais, orientou que o corte do pau seja feito no meio da semana com o objetivo de evitar a presença de curiosos que, segundo os ambientalistas, degradam a área de onde é retirado o pau. Mesmo assim, cerca 200 pessoas acompanharam a derrubada da árvore. Este ano, pela primeira vez, o curso de Geografia da Universidade Regional do Cariri (Urca) promove um estudo sobre a trilogia "fé, ambiente e cultura popular". O objetivo é promover uma interação entre estes valores que fazem parte da Festa de Santo Antônio. Sobre o reflorestamento, a Prefeitura diz estar cumprindo a sua parte.

No ano passado, foram plantadas 200 mudas de plantas nativas no sopé da Serra do Araripe. "Este ano, serão plantadas mais 200 mudas", garante o secretário de Cultura do Município, Dorivan Amaro. Depois de cortado, o pau foi puxado com um trator para o Sítio Roncador, a 3km do Sítio Flores. Ali, na chamada "cama do pau", na casa grande da fazenda, o jatobá é colocado para secar até o dia do carregamento, ou seja, domingo, dia 30.

Dali, a árvore será conduzida nos ombros dos devotos de Santo Antônio até a Igreja Matriz, onde será fincado, sob os aplausos da multidão.

Mudas

"No ano passado, foram plantadas 200 mudas de plantas. Este ano, serão mais 200 mudas"
Dorivan Amaro
Secretário de Cultura do Município de Barbalha

MAIS INFORMAÇÕES
Prefeitura de Barbalha
Praça Princesa Isabel, Centro
(88) 2101.1919, ramal 223
(88) 9978.4735

Reportagem e foto: Antônio Vicelmo
Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Manto na Ordem Santa Cruz - Penitentes – Igreja Rural Laica - Por Luiz Domingos de Luna*


É incrível ver a história humana solver no espaço tempo como uma estrela a emitir a sua luz na infinitude do cosmo, porém, se ela existe ou não é uma abstração e objeto de estudo dos cientistas astrônomos, pois é interesse da ciência.

Quando o assunto é norteado para a atuação da Ordem Santa Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma, tudo vira um imbróglio generalizado. Os escritores e abnegados do assunto, via de regra, usam uma linguagem laica para explicar o sagrado, e o sagrado na sua constância atemporal, com justa razão, guarda no cofre do mundo espiritual os mistérios de fé, na constância da linha inalterada da alma humana em projeção de fé em expansão.

A matéria a vagar, um fragmento ao martírio, como semente de fé para os que professam um ponto de referência, uma luz, um ponto de segurança neste espaço tempo dissolvido em momentos, dúvidas para uns, mistérios para outros, certeza, incertezas um manto a cobrir todo o aparato existencial como um carrossel giratório sem um eixo lógico. Parece que a tônica do tema, o alimento do debate é sempre a dúvida, a certeza parecer ser o que menos importa, até parece que o grande objetivo é a criação de versões.

Não há seriedade no aprofundamento dos assuntos pertinentes ao estudo da Ordem Santa Cruz por quê? Ora, o estado brasileiro é laico, porém nada impede um estudo feito ou direcionado para um setor religioso, com a finalidade do engrandecimento da epistemologia genética da humanidade para o bem.

Qualquer cova perdida no matagal da ignorância laica é motivo para parar o processo, ou mesmo, o estudo a que se pretende, por quê? Existe uma dívida, um débito material, um débito espiritual uma guerra entre o mundo material e o mundo espiritual.
Dá para conciliar um estudo sério com um ponto de partida entre estes dois mundos, ou a natureza humana precisa desta cisão para existir.

Até quando temos que conviver com este manto.

É um manto Laico?
-Não sei
É um manto Religioso?
-Não sei
Se soubesse diria ?
-Com certeza não
Mas é assim que a coisa funciona

*Professor - Aurora - Ceará

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Barbalha: Jatobá será pau da bandeira do padroeiro Santo Antônio

JATOBÁ é uma planta nativa do cerrado, encontrada,
facilidade, no pé da serra do Cariri. Para a festa,
o pau vai medir mais de 22 metros de comprimento

O corte da árvore, para a festa do padroeiro de Barbalha, Santo Antônio, será realizado no próximo dia 15

Crato. Um jatobá, árvore considerada mística pelos índios, foi escolhida como pau da bandeira da festa de Santo Antônio, padroeiro de Barbalha. A indicação foi feita no último dia 25 por uma comissão de carregadores do pau, tendo a frente o "capitão do pau", Rildo Teles. O corte da árvore, marcado para o próximo dia 15, depende de autorização do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICM-Bio) e Área de Proteção Ambiental do Araripe (APA). O pau, de acordo com Rildo, mede mais de 22 metros de comprimento e pesa mais de duas toneladas.

O representante das duas instituições ambientais, William Brito, disse que, a princípio, não há nenhum problema. "Não é esta a primeira vez que o jatobá é utilizado como mastro da bandeira de Santo Antonio. Mas nós vamos lá de hoje para amanhã, com a finalidade de analisar o impacto ambiental causado pela retirada da árvore", garantiu o chefe da Apa Araripe. Desde 2008 que a retirada do pau é acompanhada pelo Ministério Público e órgãos ambientais com o objetivo de reduzir a degradação do ecossistema. Este ano, a comissão apontou três árvores: um jatobá, uma rama branca e um jacarandá, localizadas nos sítios São Joaquim e Flores, no pé da Serra do Araripe. O técnico ambiental do ICM-Bio, Pedro Augusto, adverte que, até o momento, não foi cumprido o Termo de Ajuste de Conduta (TEC) assinado em 2008 entre a Prefeitura e o Ministério Público, obrigando o poder executivo a reflorestar a área devastada. "Este é o segundo ano que o pau é cortado sem o cumprimento do acordo", diz Augusto. Rildo Teles informou que, em 2009, foram plantadas mudas de jatobá, angico e pau d´arco no pé da serra. Esclareceu que o compromisso dele é com a retirada do pau de dentro da mata. "Estamos tomando todas as providências para não danificar a área", garantiu.

Depois de cortada, a árvore é colocada no sol para secar. O carregamento do pau da bandeira ocorre no dia 30 com a presença, segundo estimativa da coordenação da festa, de mais de 300 mil pessoas. O ritual começa ao meio-dia com os carregadores, de mãos dadas, rezando o Pai Nosso, na chamada "cama do pau", local onde a árvore foi colocada para secar.

Este ano o corte e o carregamento do pau da bandeira de Barbalha serão acompanhados por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que incluiu a festa no programa de pesquisa, tendo em vista o tombamento do evento como patrimônio imemorial da cultura popular.

Além da festa, o Iphan incluiu outros equipamentos da cultura popular no seu programa de preservação.

Compromisso

"Não é cumprido o Termo de Ajuste e Conduta (TEC) que foi assinado em 2008"
Pedro Augusto
Técnico ambiental do ICM-Bio

MAIS INFORMAÇÕES
Prefeitura de Barbalha
Rua Princesa Izabel, 187
(88) 3532.0090/ (88) 3532.0187
(88) 3532.3022

Reportagem e foto: Antônio Vicelmo
Fonte: Diário do Nordeste