domingo, 31 de janeiro de 2010

Sé Catedral dá boas vindas aos romeiros do Padre Cícero

A cada ano que passa, aumenta o número de romeiros que visitam a Catedral de Nossa Senhora da Penha, sede do Bispado de Crato. Atento a esse fato e seguindo a orientação do Bispo Diocesano, Dom Fernando Panico, o Cura da Sé, Padre Edmilson Neves, criou a Pastoral das Romarias e tem dado toda a atenção aos romeiros que visitam a Igreja onde Padre Cícero foi batizado. Neste ano, por ocasião da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, foi colocada uma faixa de boas vindas do lado de fora da Igreja e, logo na entrada, duas imagens: uma de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro do Norte, e a outra do Padre Cícero Romão Batista. Posso estar equivocado, mas creio que é a primeira vez que uma imagem do Santo do Nordeste é colocada dentro da Catedral de Crato.

Sinal dos novos tempos, essa atitude do Cura da Sé, apoiado por Dom Fernando, é extremamente significativa não apenas do ponto de vista religioso, mas também social, econômico e político. Nossa Diocese está abrindo caminhos para a superação da tradicional cisão entre as duas maiores cidades do Cariri. Oxalá, que os poderes políticos e a população de ambas as cidades se sensibilizem com esse exemplo e passem a agir de forma semelhante.

Finalizando essa postagem, quero sugerir às autoridades municipais e eclesiásticas que procurem incluir a Igreja da Sé - local de Batismo do Padre Cícero e que tem atraído muitos romeiros - no chamado "Roteiro da Fé". Esse roteiro está sendo pensado pela Secretaria das Cidades do Ceará e Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte. Já foi debatido algumas vezes com a população e especialistas. Seu planejamento deve estar em fase final e, logo, terá inicio sua construção. Do "Roteiro" farão parte os locais de perigrinação e devoção dos romeiros(Horto, Basílica de Nossa Senhora das Dores, Igreja do Socorro, Santuário do Sagrado Coração de Jesus, Santuário de São Francisco e Igreja de São Miguel). Porque, não incluir a Sé Catedral, e o Crato, berço do Padre Cícero?

Fotos: Océlio Teixeira

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Deus te salve casa santa...


Texto de José de Souza Martins*

Para rememorar costumes quase esquecidos do nosso povo brasileiro, mando-lhes este abraço de Dia de Reis. Papai Noel, de fato, é um invasor do dia de Natal, um intruso, um usurpador que chegou ao Brasil por meio dos ricos fazendeiros que rapidamente se tornaram importadores de costumes americanos e europeus no começo do século vinte. Foi nas anotações antigas de um desses grandes fazendeiros que encontrei as primeiras referências a Papai Noel e à árvore de Natal.

Mas, na tradição do povo, o Dia de Reis era o dia em que se dava presentes às crianças, para celebrar a visita dos Magos e o lugar da criança no imaginário cristão. O Dia de Reis era, de fato, o primeiro dia da memória cristã, o dia em que Jesus foi adorado porque reconhecido pela primeira vez, o dia em que foi acolhido e então se fez homem.

Hoje esse lugar é ocupado pelo próprio Papai Noel.

E presente era doce, feito em casa, por mães e avós que procuravam esconder a elaboração das dádivas. Nos presentes havia muito açúcar e muito amor. A nossa verdadeira tradição popular do ciclo natalino vem da Europa do Mediterrâneo – Portugal, Espanha, Itália. Não tem a malícia da compra e da venda. Apenas a ternura ingênua de pessoas que faziam com as próprias mãos e temperavam com o coração.

Perdemos a memória e trocamos de costumes: Papai Noel tomou conta do nosso imaginário, com seu saco de mercadorias, agente do mercado, das vendas e do lucro. Tomou o lugar inocente e belo dos Santos Reis, doadores de coisas boas e saborosas feitas em casa.

No tempo das celebrações dos Santos Reis, o que media a vida era a fartura. Pobre era quem não tinha o que comer, mas tinha amigos, aquele que, portanto, podia ser ajudado pela comunidade, pela família, pela vizinhança, e, nos momentos adversos, no mutirão comunitário para plantar e para colher. Com Papai Noel chegou-nos uma nova concepção de pobreza e de humanidade. Pobre é quem não pode comprar coisas que só existem no mercado. O pobre do tempo de Papai Noel é o carente, aquele que não tem poder de compra, aquele que não tem dinheiro. O nosso novo afeto tem medida, é quantitativo, mede-se em moeda corrente. Pobre é quem é pobre de acesso àquilo que o capital produz e vende.

É muito pobre essa pobreza! E muito triste.

Papai Noel mudou também a infância. Criança hoje é o imaturo que já maneja a malícia da compra e da venda. A criança é hoje o objeto da mercadoria, não é mais sujeito de coisa alguma. Nos tempos da festa dos Santos Reis, as crianças não eram objeto, eram objetivo. Cada doce era um abraço, um encontro, um beijo de ternura.

Deus te salve casa santa...

São Paulo, 6 de janeiro de 2002

P.S. Você pode ver este vídeo, gravado em 6 de janeiro 1999, com a Folia de Reis de seu Simão, de 92 anos de idade, no bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo-SP, durante o rito da visita a uma casa de família na Rua Morais Navarro. Uma bela surpresa esse registro, em plena metrópole, de um antigo ritual da religiosidade da roça.

http://www.youtube.com/watch?v=zs77F-unVHs&feature=related

* Professor Emérito e Professor Titular aposentado do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)

Texto recebido por e-mail da professora e antropóloga Rita Amaral(USP)

Grupos de Reisado se encontram no Cariri

Hoje é Dia de Reis e, para marcar a data, grupos de Reisado se
encontram em municípios do Cariri

Juazeiro do Norte. Os mestres da cultura popular se encontram nas ruas e praças das cidades do Cariri, sítios e distritos, para festejar o Dia de Reis, uma tradição religiosa antiga. No Crato, depois de duas décadas, está sendo resgatada a Folia de Reis, que acontece um dia antes da data em casas de bairros da cidade. A iniciativa é da Fundação do Folclore Mestre Elói. Hoje, cerca de dez grupos de Reisado estarão na Praça da Sé, no município, a partir das 19h30, fazendo apresentações dos personagens das lapinhas.

Em Juazeiro do Norte, durante o dia, grupos de tradição popular, de vários bairros da cidade, inclusive do João Cabral, fazem um circuito de apresentações e visitas de trono. São espetáculos da cultura demonstrando a força da tradição do Dia de Reis na região. Em Potengi, um espetáculo do Reisado dos Caretas, no Sítio Sassaré, a 3 quilômetros da cidade, chama a atenção pela atuação do único grupo do Estado que utiliza máscaras rústicas, feitas em couro e madeira, usada durante as apresentações da folia.

Segundo o presidente da Fundação Mestre Elói, do Crato, Catulo Teles, estarão na praça, na noite de hoje, cerca de 15 brincantes. Um momento importante de resgate das tradições, iniciado pelo seu pai Elói Teles, que há quase cinco décadas trouxe as apresentações dos grupos também para as praças da cidade. Ele ressalta a importância da Folia de Reis, que há duas décadas não vinha sendo realizada e é reiniciada de forma tímida, em duas casas, no bairro Seminário e no Mirandão. As visitas nas residências e as celebrações se caracterizam como um momento mais religioso, com rezas e cânticos.

Às 14 horas, na Praça Padre Cícero, em Juazeiro, acontece a queima de lapinhas. Antes disso, os grupos já percorrem localidades da cidade e fazem a visita à Capela do Socorro, onde se encontra o túmulo do Padre Cícero, e seguem para a Praça Padre Cícero e Basílica. São diversos grupos realizando os cortejos pela manhã e à tarde.

O mestre Waldir Vieira lidera o Reisado São Miguel, do João Cabral, em Juazeiro, um dos bairros mais tradicionais da cidade na manutenção dos costumes dos grupos de tradição popular na cidade, além do Pio XII. No João Cabral, as apresentações acontecem pela manhã e à tarde. O seu grupo, com 28 integrantes, sairá às 16 horas, passando pelo Socorro, Matriz e seguindo para o Pio XII, onde acontecerá uma visita de trono, na casa do mestre Daniel Cabeludo. Será um momento de reverência. Na casa do primo, os integrantes do Reisado do mestre Waldir fazem brincadeiras e tiram o divino. Um momento de respeito aos que fizeram e fazem essa tradição perdurar por longos anos.

Mesmo com a recente perda da mestra da cultura de Juazeiro do Norte, Maria Pereira da Silva, dona Tatai, coordenadora da Lapinha Santa Clara, o seu trabalho na cidade continua, com várias apresentações. Todos os anos realiza a tradicional queima. São mais de nove décadas de uma tradição de família. Todos os anos, dona Tatai cuidava da ornamentação do presépio com imagens de santos e animais, adornos natalinos, bonecas, luzes, maquetes de capelas, plantas e, no centro, a imagem do Menino Deus numa manjedoura. É uma das mais tradicionais do município.

A brincadeira dos guerreiros em Crato reúne grupos tradicionais como o do mestre Aldenir, mestre Dedé de Luna, a lapinha de Mãe Celina, tradição de mais de 50 anos, e os mestres Galego, Antônio Guerreiro, Severino, Mazé, Penha, Expedita e tantos outros da região.

O artista Carlos Gomide, da Associação dos Artistas da Terra da Mãe de Deus, do João Cabral, alerta para a constante descaracterização dos grupos e da sua disposição em contribuir para o reavivamento desses quilombos. "Afinal de contas é um grande espetáculo. Juazeiro do Norte pode centralizar um dos grandes espetáculos no Dia de Reis, com todos os grupos presentes. Isso reunindo todas as características dramáticas e da musicalidade que um Reisado pode oferecer, com todas as suas cenas", diz ele.

O artista lamenta os constantes momentos vivenciados pela violência. Em 2007, houve tiroteio, depois pedradas e ele ressalta que, este ano, o clima não é muito favorável.

O problema da insegurança também é sentido pelo mestre Waldir, pois acaba afastando os brincantes. Ele afirma que os grupos de máscaras chegam a ser evitados. O mestre até tirou o personagem do "cão" do seu Reisado. São agora dois Mateus e uma Catirina. Ele diz que uma das soluções para o problema está nas mãos dos próprios mestres de Reisado, que coordenam os grupos e as apresentações.

FIQUE POR DENTRO

Origem pagã

Segundo Cacá Araújo, professor, folclorista e dramaturgo, as maiores e mais tradicionais festas do catolicismo popular têm suas origens nas festividades pagãs da antiguidade. As festas da natividade foram tendo elementos introduzidos ao longo dos séculos, até que, por volta de 1.600 foram acrescentadas as figuras dos três Reis Magos. Com isso, surgiram os grupos de Folia de Reis, que saem cantarolando hinos e exaltando o nascimento de Jesus. São tradicionalmente realizadas no período de 25 de dezembro a 6 de janeiro e tem sua origem primária na Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios. Tem sentido católico-cristão, mas com profunda marca pagã em sua origem.

MAIS INFORMAÇÕES
Fundação do Folclore Mestre Elói
Praça Filemon Teles, 101, Sala 8
Instituto Cultural do Cariri
Centro, Crato, (88) 8833.4449

Fonte: Diário do Nordeste
Reportagem e foto: Elizângela Santos

sábado, 2 de janeiro de 2010

Folia de Reis encena temas medievais nas ruas do Cariri

Até o dia 6 de janeiro, quando comemora-se o Dia de Reis, serão realizadas apresentações de reisados no Cariri


As imagens coloridas do Reisado estão de volta aos terreiros das casas simples do sertão. De repente, guerreiros com danças e roupas medievais levam para as ruas a encenação dos romances de cavalaria, dos duelos sagrados entre mouros, cristãos e judeus, um espetáculo de arte e beleza que migrou da Península Ibérica para os palcos de chão batido do Cariri. É a Folia de Reis ou Reisado, um dos mais originais folguedos folclóricos mantidos atualmente.

À frente da caravana de guerreiros destaca-se o mestre Aldenir que, de espada em punho, comanda o exército de defensores do Menino Jesus contra a fúria dos soldados do Rei Herodes. Como herói dos filmes de espadachins, o mestre parte para a luta. Os gestos milenares, na interpretação do cineasta Rosemberg Cariry, perfuram os nossos corações pequenos.

Mestre Aldenir, segundo Cariry, não é apenas um mestre de Reisado, "é um príncipe, um fidalgo, de sangue real, reencarnado de dom Sebastião, o jovem rei que, segundo a mitologia portuguesa, perde sua vida em batalha". Ainda hoje, o sebastianismo sobrevive no imaginário popular, revivido pelo Mestre Aldenir que, na vida real, é também um fidalgo de tradicional família caririense.

Alto, magro, olhos azuis e educado, Aldenir Aguiar Callou perdeu no decorrer dos anos, o sobrenome Callou, de origem portuguesa, mas não perdeu a fidalguia. No comando de seus guerreiros ele se transmuda em rei. O mestre e o contramestre são as figuras mais importantes do Reisado e usam fitas cruzadas no peito, capas de renda e ombreiras para diferenciarem-se dos demais foliões.

O mestre é o regente do espetáculo. Utilizando apitos, gestos e ordens, comanda a entrada e saída de peças e o andamento das execuções musicais. A indumentária é adornada com muitos espelhinhos, bordados dourados e flores artificiais, de onde pendem fitas compridas de várias cores; saiote de cetim ou cetineta de cores vivas, até a altura dos joelhos, enfeitado com gregas e galões, tendo por baixo saia branca, com babados, blusa, peitoral, capa e meias vermelhas.

Como o próprio nome indica, o mestre ou embaixador tem que saber os versos tradicionais e também saber como improvisar outros, além de ser o responsável pelo grupo e pela maior parte das decisões, já que é um líder. Quando chega a uma casa onde está montado o presépio, é obrigatória a cantoria da anunciação do nascimento de Jesus, frente à representação popular da cena bíblica. Depois de "feita a obrigação", isto é, cantados os versos de fundo religioso, o mestre pode começar a improvisar, sobre temas sagrados ou não. Aldenir assume de corpo e alma o comando do Reisado.

No meio dos guerreiros ele se transforma em menino. Fora da ribalta sertaneja, o mestre lamenta a falta de apoio para manter o grupo. Os cachês, de R$ 200, em média, por apresentação, para dividir com 20 brincantes, não são suficientes para manter os integrantes, que são geralmente trabalhadores rurais, operários e estudantes. Muitas vezes, ele retira do salário que o Estado lhe paga como Mestre da Cultura parte do dinheiro para comprar as roupas.

Mestre Aldenir mantém três grupos folclóricos: o infantil, o de homens adultos e o feminino e masculino. Assim, fica mais fácil formar um grupo para apresentações não programadas. Fica mais fácil também, segundo o mestre, fazer a substituição. Ele justifica que a maioria dos brincantes estuda e trabalha. Ele diz que geralmente as mulheres, quando completam 15 anos, são as que mais desistem de brincar o Reisado.

HISTÓRIA RELIGIOSA

Brincantes fazem reverência a sábios

No Interior, o Reisado é uma dança do período natalino em comemoração ao nascimento do Menino Jesus e em homenagem aos Reis Magos: Gaspar, Melchior e Baltazar, que levaram ouro, incenso e mirra, que representam as três dimensões de Cristo (realeza, divindade e humanidade). O ponto alto da festa é o dia 6 de janeiro que, segundo a tradição católica, marca o dia para a veneração aos Reis Magos. Nesta data encerram-se os festejos natalícios, quando são desarmados presépios e as palhas queimadas.

Mestre Aldenir garante que as cinzas das palhas da lapinha são medicinais. O chá de cinzas é indicado no tratamento das dores de barriga, estômago e cabeça. "Eu mesmo já fiquei bom de uma dor de dente", afirma. "Afinal, aquelas folhas protegeram o Menino Deus".

Festa colorida

A característica principal do reisado está no uso de muitos adereços, trajes com cores quentes e chapéus ricamente enfeitados com fitas coloridas e espelhinhos. É composto de quatro a seis mascarados que dão vida, hilaridade e rebuliço à brincadeira. Eles também devem proteger o Menino Jesus e confundir os soldados de Herodes.

Acrobatas e declamadores representam os soldados perseguidores do Menino. O Reisado tem ainda rei, mestre-sala, alferes, a burrinha, o boi, o jaraguá, a arara, o caipora, a ema, entre outros personagens que podem aparecer, dependendo da região em que esta festa é realizada. Uma orquestra de violão, banjos, zabumba, triângulo, pandeiros, maracás e sanfonas animam os brincantes. Seus acordes servem de orientação às vozes e ordenam a evolução do espetáculo.

Solista e coro

A história narrada por intermédio de cantos é contada por um solista e um coro responde a ele uníssono por repetidas vezes. Os cânticos de chegada e de despedida são os mais belos da música folclórica nordestina.

Mas é na zona rural que o Reisado aflora em sua forma mais pura. Os brincantes batem de porta em porta brindando os amigos com sua energia e contagiante alegria, além do espetáculo que se constitui de uma peça teatral cantada, com entremeios cômicos. Depois, os integrantes do Reisado, em uma onda desordenada, vão espraiando-se pelas ruas. Versões mais modernizadas do evento acrescentam novas figuras ao seu culto secular. Reza um costume que, no Dia de Reis, deve-se escrever o nome dos três Reis Magos em um pedaço de papel branco e colocá-lo na porta de entrada da casa, para que haja durante todo ano, fartura, saúde e felicidade. O Dia de Reis também é conhecido como o Dia de Gratidão.

Uma das atrações do Reisado são os Mateus, espécies de palhaços, ou bobos da corte. As suas "momices" e caricaturas têm a intenção representativa de desviar a atenção dos soldados do rei Herodes da pessoa do Menino Jesus. Movimentam-se livremente. A presença deles tem fundo religioso: a conversão dos soldados de Herodes, o que, aliás, é comum nas Folias de Reis de outras regiões. Entretanto, ocorre a despeito da conscientização do aspecto religioso.

ORIGEM

Festa do Sol marca início do folguedo

A Folia do Reisado tem sua origem primária na Festa do Sol Invencível, comemorada pelos romanos e depois adotada pelos egípcios. A festa romana era comemorada em 25 de dezembro (calendário gregoriano) e a egípcia em 6 de janeiro. No século III, ficou estabelecido que dia 25 de dezembro se festejaria o nascimento de Cristo e 6 de janeiro, Dia dos Reis.

O Reisado chegou ao Brasil por meio dos colonizadores portugueses, que ainda conservam a tradição em suas pequenas aldeias, celebrando o nascimento do Menino Jesus. Em Portugal é conhecido como Reisada ou Reseiro.

No Brasil, a festa é uma espécie de revista popular, recheada de histórias folclóricas, mas sua essência continua a mesma, com uma mistura de temas sacros e profanos. O Reisado é formado por um grupo de músicos, cantores e dançarinos que percorrem as ruas das cidades e até propriedades rurais, de porta em porta, anunciando a chegada do Messias.

Fonte: Diário do Nordeste
Antônio Vicelmo - Repórter